sábado, 30 de abril de 2011

Características Difenrenciais entre os Tumores

Neoplasias


Neoplasia se trata da proliferação local de clones celulares atípicos, sem causa aparente, de crescimento excessivo, progressivo e ilimitado, incoordenado e autônomo (ainda que se nutre as custas do organismo, numa relação tipicamente parasitária), irreversível (persistente mesmo após a cessação dos estímulos que determinaram a alteração), e com tendência a perda de diferenciação celular.

Dependendo do comprometimento orgânico e geral produzidos pela neoplasia, ela é classificada em:

Benigna - geralmente pouco agressivas e relativamente inofensivas (relação semelhante à das hiperplasias com o organismo hospedeiro); As células continuam se diferenciando.

Maligna - extremamente agressivos, representando uma ameaça potencial à vida (relação semelhante à dos parasitos com o organismo hospedeiro); Células indiferenciadas, têm várias formas.

Potencialmente malignos ou "Tumores Borderline"- são neoplasias cuja classificação em benigno ou maligno é muito difícil, tanto por se tratar de neoplasias com características benignas e malignas simultaneamente, quanto por poderem se tratar de neoplasias benignas em franco processo de malignização.

Processo de Angiogênese Tumoral

A angiogénese é a forma pela qual os tumores desenvolvem novos vasos capilares sanguíneos para sua nutrição. O processo é importante para que o mesmo progrida e essa progressão está intimamente relacionado com a formação de metástases. Por isso, inibir a angiogénese é uma potencial estratégia para diminuir sua progressão.

A proliferação vascular gerando uma rede de capilares com paredes endoteliais fragmentadas em meio a um tecido formado por células neoplásicas com baixa adesividade entre si representa um fator favorecedor à penetração e migração celular através da corrente sanguínea.

Inflamação Crônica

É UM PROCESSO INFLAMATÓRIO DE LONGA EVOLUÇÃO (ACIMA DE 3 MESES) CARACTERIZADO POR FENÔMENOS PROLIFERATIVOS EM PREDOMINÂNCIA.


TIPOS:

INESPECÍFICA

Inflamação crônica comum a vários tipos de agentes, com resposta celular semelhante.
Componentes:
Células (Linfócitos, Plasmócitos, Macrófagos)
Multiplicação de Fibroblastos e Angioblastos
Fibrose
Destruição tecidual.

ESPECÍFICA (GRANULOMATOSA)

Processo inflamatório crônico caracterizado pela presença de grânuloma ou reação

granulomatosa.

Componentes do Granuloma:
Células Gigantes (Langhans e Corpo Estranho)
Macrófagos (Células epitelióides)
Linfócitos
Fibroblastos
Elementos alternativos:
Necrose, Neutrófilos, Plasmócitos e Eosinófilos

sábado, 5 de março de 2011

Características da Inflamação


A inflamação é um tipo de mecanismo de defesa local dos tecidos mesenquimais quando sofrem algum tipo de lesão causada por agentes físicos, químicos ou biológicos. No processo de inflamação, células do sistema imunológico são acionadas e agiram no sentido de inativar ou destruir microrganismos invasores, remover substâncias irritantes e proteínas antígenas, além de iniciar a reparação tecidual. Esse processo possui quatro sinais característicos, descritos há mais de 2000 anos por CELSUS: rubor, calor, tumor, dor e o mais novo que é a perda da Função. Quando o processo reparatório se completa, naturalmente o processo inflamatório e seus sinais desaparecem (Zanini & Oga,1994).

Muito embora este mecanismo de defesa seja geralmente benéfico para o organismo, os efeitos maléficos indesejáveis são comuns na inflamação. Estes são ocasionados por uma resposta excessiva que pode causar lesão no tecido invadido, Um exemplo ocorre nos casos das artrites, onde o processo inflamatório leva à destruição do osso e da cartilagem, comprometendo a função articular. Nesses casos, fármacos antiinflamatórios ou imunossupressivos podem ser necessários para ajuste e modulação do processo antiinflamatório.





Inflamação

Lesão de Isquemia-Reperfusão



Hipóxia corresponde a baixa quantidade de oxigênio. Trata-se de um estado de baixo teor de oxigênio nos tecidos orgânicos cuja ocorrência pode se dar por diversos fatores. Ela pode ser causada por uma alteração em qualquer mecanismo de transporte de oxigênio, desde uma obstrução física do fluxo sangüíneo em qualquer nível da circulação corpórea, anemia ou deslocamento para áreas com concentrações baixas de oxigênio no ar.
A condição de hipóxia pode se restringir a um local do organismo ou pode ser sistêmica.
No nível celular a hipóxia causa, inicialmente, perda da fosforilação oxidativa e da produção de ATP pelas mitocôndrias, ou seja, inicialmente a hipóxia impede a célula de usar seu principal meio de obtenção de energia. A ausência de energia levará a uma série de mudanças metabólicas e morfológicas na célula, podendo levá-la à morte.
Inicialmente a atividade da ATPase Na+/K+ dependente é bloqueada, e isso leva à completa perda da homeostasia iônica da célula, ocorre influxo de Na+ para o citoplasma e por osmose também ocorre entrada de água. Neste momento a célula se torna edemaciada, com bolhas na membrana plasmática, perda de micróvilos e desagregação de ribossomos do retículo endoplasmático rugoso. Ao microscópio eletrônico são visíveis mitocôndrias também edemaciadas, com massas amorfas em seu interior quando a lesão evolui.

A ausência de ATP leva a inatividade da bomba de Ca++, e o aumento da concentração de Na+ leva à inatividade do trocador de Na+/Ca++, com isso há aumento da quantidade de Ca++ citoplasmático. No citoplasma o Ca++ é responsável por ativar enzimas autolíticas como proteolases, endonucleases e fosfolipases danificando completamente a célula.

Lesão de Isquemia-Reperfusão

Uma célula que tenha sofrido lesão reversível causada pela hipóxia pode ser levada à morte caso a oferta de O2 seja restabelecida de súbito. Esse fenômeno é chamado de lesão por reperfusão e é atribuído a realização da fosforilação oxidativa por mitocôndrias semi-danificadas por hipóxia, o que leva a intensa liberação de radicais livres (principalmente ânions superóxidos). Além disso é possível que a hipóxia prejudique as vias de detoxicação de radicais livres como os antioxidantes (vitaminas A, C e E; e glutation citosólico) e as enzimas catalases, superóxido dismutases e glutation peroxidase.

Diagnóstico do Dr. House "Embolia Pulmonar"

Se trata de um bloqueio de uma artéria pulmonar, que ocorre quando um trombo venoso acaba se deslocando do seu local de formação, na maioria das vezes dos membros inferiores e viajam via corrente sanguínea até encontrar um vaso em que ele não caiba, então assim impedirá o fluxo contínuo dessa área. Desta forma o embolo impede o fluxo pulmonar afetando grande área devido a falta de oxigenação das mesmas, elevando a graves alterações do funcionamento do organismo por falta desse oxigênio, chegando mesmo até a morte. Dentre algumas situações que colaboram para o aparecimento desta doença, estão:

Imobilidade no leito, Repouso prolongado, Anestesia, Insuficiência cardíaca, Trombose venosa prévia, Gravidez, Imobilização de membros por gessos e ataduras, Politraumatismos, Fraturas ósseas, Inflamação, Cirurgias de grande porte, Queimaduras,Enfarte do miocárdio, ICC, Idade acima de 40 anos, AVE, Parto e puerpério, Estados de hipercogulabilidade

Os fatores de risco que estão associados à Embolia Pulmonar são:

Traumas (acidentes), grandes cirurgias, insuficiência cardíaca, muito tempo imobilizado, queimados, câncer, gravidez, anticoncepcionais, obesidade, e alterações sanguíneas da coagulação.

Os sinais e sintomas Irão variar de acordo com o grau de prejuízo causado ao funcionamento do organismo afetado. Pode provocar: falta de ar (dispnéia), em geral súbita, chiado de peito (sibilancia), tosse, cianose, taquicardia, dilatação das veias do pescoço, aumento de fígado e baço, inchaço nas pernas.


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Câncer de Pele, uma lesão por radiação

Pe
O câncer de pele se trata de um tumor que se forma por células da pele que sofreram uma transformação e se multiplicaram de forma desordenada e fora do normal e assim dando origem a um novo tecido que é denominado neoplasia .
Entre as principais causas responsáveis pelo início desta transformação celular, tem como principal agente agressor a exposição prolongada e repetida a radiação solar(ultra-violeta).
A neoplasia de pele atinge em sua maioria as pessoas de pele branca, que se queimam com facilidade e nunca se bronzeiam ou se bronzeiam com dificuldade .
Cerca de 90% das lesões localizam-se nas áreas da pele que ficam expostas ao sol , o que mostra a importância da exposição solar para o surgimento do tumor . A proteção solar é , portanto , a principal forma de prevenção da doença .

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Normal, Patológico...


Podemos dizer que, alterações que não sejam prejudiciais para a pessoa que as possui, por mais que seja uma alteração e essa fuja de um padrão que existe em nossa sociedade, se a pessoa é feliz mesmo a tendo, então não é patológico. Como por exemplo uma pessoa com Síndrome de Down, o Down é uma alteração e foge do padrão normal da sociedade, mas nem por isso essa pessoa deixa de ser feliz e viver normalmente no meio de outras, mas a partir do dado momento em que essa pessoa passa a se sentir triste, depressiva, angustiada, e ser tratada com indiferença pelas pessoas do seu meio, aí sim essa alteração passará a ser patológica.
então o que diferencia o normal do patológico?
Acredito que apenas sentimentos que apresentamos no meio em decorrer dessas alterações como, dor, sofrimento, angustia, depressão, tristeza entre outros. Ou seja, " Toda doença é um desvio do normal mas, nem todo desvio do normal podemos dizer que é doença. "

Helaine Lima