sábado, 5 de março de 2011

Características da Inflamação


A inflamação é um tipo de mecanismo de defesa local dos tecidos mesenquimais quando sofrem algum tipo de lesão causada por agentes físicos, químicos ou biológicos. No processo de inflamação, células do sistema imunológico são acionadas e agiram no sentido de inativar ou destruir microrganismos invasores, remover substâncias irritantes e proteínas antígenas, além de iniciar a reparação tecidual. Esse processo possui quatro sinais característicos, descritos há mais de 2000 anos por CELSUS: rubor, calor, tumor, dor e o mais novo que é a perda da Função. Quando o processo reparatório se completa, naturalmente o processo inflamatório e seus sinais desaparecem (Zanini & Oga,1994).

Muito embora este mecanismo de defesa seja geralmente benéfico para o organismo, os efeitos maléficos indesejáveis são comuns na inflamação. Estes são ocasionados por uma resposta excessiva que pode causar lesão no tecido invadido, Um exemplo ocorre nos casos das artrites, onde o processo inflamatório leva à destruição do osso e da cartilagem, comprometendo a função articular. Nesses casos, fármacos antiinflamatórios ou imunossupressivos podem ser necessários para ajuste e modulação do processo antiinflamatório.





Inflamação

Lesão de Isquemia-Reperfusão



Hipóxia corresponde a baixa quantidade de oxigênio. Trata-se de um estado de baixo teor de oxigênio nos tecidos orgânicos cuja ocorrência pode se dar por diversos fatores. Ela pode ser causada por uma alteração em qualquer mecanismo de transporte de oxigênio, desde uma obstrução física do fluxo sangüíneo em qualquer nível da circulação corpórea, anemia ou deslocamento para áreas com concentrações baixas de oxigênio no ar.
A condição de hipóxia pode se restringir a um local do organismo ou pode ser sistêmica.
No nível celular a hipóxia causa, inicialmente, perda da fosforilação oxidativa e da produção de ATP pelas mitocôndrias, ou seja, inicialmente a hipóxia impede a célula de usar seu principal meio de obtenção de energia. A ausência de energia levará a uma série de mudanças metabólicas e morfológicas na célula, podendo levá-la à morte.
Inicialmente a atividade da ATPase Na+/K+ dependente é bloqueada, e isso leva à completa perda da homeostasia iônica da célula, ocorre influxo de Na+ para o citoplasma e por osmose também ocorre entrada de água. Neste momento a célula se torna edemaciada, com bolhas na membrana plasmática, perda de micróvilos e desagregação de ribossomos do retículo endoplasmático rugoso. Ao microscópio eletrônico são visíveis mitocôndrias também edemaciadas, com massas amorfas em seu interior quando a lesão evolui.

A ausência de ATP leva a inatividade da bomba de Ca++, e o aumento da concentração de Na+ leva à inatividade do trocador de Na+/Ca++, com isso há aumento da quantidade de Ca++ citoplasmático. No citoplasma o Ca++ é responsável por ativar enzimas autolíticas como proteolases, endonucleases e fosfolipases danificando completamente a célula.

Lesão de Isquemia-Reperfusão

Uma célula que tenha sofrido lesão reversível causada pela hipóxia pode ser levada à morte caso a oferta de O2 seja restabelecida de súbito. Esse fenômeno é chamado de lesão por reperfusão e é atribuído a realização da fosforilação oxidativa por mitocôndrias semi-danificadas por hipóxia, o que leva a intensa liberação de radicais livres (principalmente ânions superóxidos). Além disso é possível que a hipóxia prejudique as vias de detoxicação de radicais livres como os antioxidantes (vitaminas A, C e E; e glutation citosólico) e as enzimas catalases, superóxido dismutases e glutation peroxidase.

Diagnóstico do Dr. House "Embolia Pulmonar"

Se trata de um bloqueio de uma artéria pulmonar, que ocorre quando um trombo venoso acaba se deslocando do seu local de formação, na maioria das vezes dos membros inferiores e viajam via corrente sanguínea até encontrar um vaso em que ele não caiba, então assim impedirá o fluxo contínuo dessa área. Desta forma o embolo impede o fluxo pulmonar afetando grande área devido a falta de oxigenação das mesmas, elevando a graves alterações do funcionamento do organismo por falta desse oxigênio, chegando mesmo até a morte. Dentre algumas situações que colaboram para o aparecimento desta doença, estão:

Imobilidade no leito, Repouso prolongado, Anestesia, Insuficiência cardíaca, Trombose venosa prévia, Gravidez, Imobilização de membros por gessos e ataduras, Politraumatismos, Fraturas ósseas, Inflamação, Cirurgias de grande porte, Queimaduras,Enfarte do miocárdio, ICC, Idade acima de 40 anos, AVE, Parto e puerpério, Estados de hipercogulabilidade

Os fatores de risco que estão associados à Embolia Pulmonar são:

Traumas (acidentes), grandes cirurgias, insuficiência cardíaca, muito tempo imobilizado, queimados, câncer, gravidez, anticoncepcionais, obesidade, e alterações sanguíneas da coagulação.

Os sinais e sintomas Irão variar de acordo com o grau de prejuízo causado ao funcionamento do organismo afetado. Pode provocar: falta de ar (dispnéia), em geral súbita, chiado de peito (sibilancia), tosse, cianose, taquicardia, dilatação das veias do pescoço, aumento de fígado e baço, inchaço nas pernas.